Crises respiratórias se acentuam no outono e inverno

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Respirar pela boca pode causar problemas graves de infecções.

Normalmente, quem sofre de alergias, sinusite, rinite, desvio de septo, ou seja, de problemas respiratórios, acaba respirando ‘pela boca’. Pesquisas comprovam que esse comportamento vem da infância e pode ter desdobramentos na saúde nasal do paciente, resultando em um desenvolvimento anormal da face e da arcada dentária, sorriso gengival, dentes tortos e gengivite, além dos problemas mais comuns como ronco, perda de paladar e falta de apetite.

Quando o ar fica seco, o corpo começa a sentir as conseqüências, como ardência nos olhos, incômodo na garganta ou até mesmo sangramento no nariz. Além de beber muita água para amenizar os efeitos do tempo seco, uma das dicas mais importantes é usar um inalador com soro fisiológico e água potável,  “Outono e inverno são as estações em que o alerta para as crises respiratórias devem ser maiores. Isso acontece por conta da variação de temperatura e da umidade do ar”, alerta Dr. Alessandro Silva, cirurgião buco maxilo facial.

 

 

A respiração nasal é essencial para que haja um correto crescimento e desenvolvimento do complexo crânio-facial. Pesquisas indicam que a causa mais comum e mais complexa de desvios do crescimento facial está relacionada à interferências na respiração nasal.

Segundo Alessandro, “Uma das funções do nariz é filtrar o ar, protegendo seu corpo contra uma série de microorganismos e, quando você respira pela boca, essa triagem deixa de ser feita, levando o paciente a desenvolver uma respiração bucal, o que pode gerar efeitos adversos no desenvolvimento facial e no posicionamento dentário”.

 

O problema é que diante de qualquer dificuldade de respirar pelo nariz, nosso corpo automaticamente passa essa função para a boca. "As pessoas acabam se acostumando a essa condição e não procuram tratamento. Isso pode ser um risco para a saúde, trazendo diversos problemas futuros", ressalta o especialista.

 

A causa mais comum da respiração bucal é a obstrução das vias respiratórias. Muitos são os fatores que podem impedir parcial ou totalmente o fluxo normal pelas vias aéreas superiores, entre eles podemos citar: 

 

- Rinite alérgica

- Desvio de septo nasal

- Amídalas e adenóides aumentadas

- Hipertrofia de cornetos

No caso das crianças, o alerta deve ser ainda maior para que não hajam conseqüências no futuro. Por isso, o especialista dá algumas dicas de algumas alterações importantes para observar e detectar o problema:

 

- A boca fica entreaberta a maior parte do tempo

- A língua passa a ficar mais baixa

- A cabeça é projetada para frente, involuntariamente, para facilitar a respiração

 

Essas alterações, junto com a  inversão da passagem do ar (o ar passa a entrar e sair pela boca e não pelo nariz), aos poucos vão trazendo alterações para os ossos maxilares, para as arcadas dentárias e para o posicionamento dentário.

 

Sobre Dr. Alessandro Silva
Dr. Alessandro Silva é diretor da Interclin. Mestre e Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela UNICAMP e tem Doutorado em Cirurgia e Traumatologia BMF pela USP. O especialista é também Pós-Graduado em Cirurgia Ortognática em um dos maiores centros de deformidades dentofaciais dos Estados Unidos e do mundo (University of Pacifico – Kaiser Permanente Hospital, San Francisco, CA, USA). Atualmente, é diretor da Interclin, clínica especializada em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais e responsável pelo Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Santa Catarina, em SP e do Hospital Beneficência Portuguesa de Santos.
Tags: Sáude