Síndrome do Edifício Doente

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Problema geralmente é provocado pela presença de bactérias, vírus ou fungos encontrados nos ambientes de trabalho.

 

Você já ouviu falar sobre a Síndrome do Edifício Doente (SED)? Esse termo foi descrito nos anos 1970 para englobar uma série de sintomas de etiologia desconhecida, mas que são associados ao ambiente de trabalho. Trata-se de sintomas relacionados às mucosas como obstrução e ressecamento da mucosa nasal, lacrimejamento e coceira nos olhos. Outros sinais mais inespecíficos como fadiga, dores de cabeça e náuseas também podem fazer parte da SED.

De acordo com a gerente médica da unidade MIP Aché, Talita Poli Biasson, a associação temporal da síndrome com o ambiente de trabalho são fatores fundamentais para o diagnóstico. “Normalmente, a SED apresenta seus primeiros sinais horas após o profissional chegar ao ambiente de trabalho. O sintoma mais comum é a congestão nasal”, descreve.

Também são corriqueiros os casos de queixas de ressecamento da garganta ou dos olhos. É importante deixar claro que a SED é um mal que não é exclusivo do ambiente de trabalho. Também já foram relatados casos de pessoas que apresentaram a síndrome ao frequentarem lugares fechados como escolas, hospitais, transporte público, entre outros. “Diferentes motivos predispõem o trabalhador à SED. Entre os principais encontram-se: temperatura, umidade, ventilação, além de outros fatores irritantes como mofo, agentes químicos, poeira e bioaerossóis”, explica.

A médica ainda ressalta que ambientes, que possuem ventilação inadequada e baixas taxas de renovação do ar no local, são de risco para SED-propiciando que o profissional tenha sintomas oculares, cutâneos e de vias aéreas superiores. “Espaços que não possuem ventilação natural, como, por exemplo, os que usam ar-condicionado, podem aumentar o risco do trabalhador apresentar tosse persistente, sintomas nasais e naso-oculares”, informa Biason.

 

COMO PREVENIR?

Para prevenir a Síndrome do Edifício Doente é importante seguir uma série de medidas para melhoria das condições de trabalho, como: adequar a temperatura do ar-condicionado, diminuir o uso de carpetes e materiais têxteis e evitar possíveis fontes de umidade ou emissão química. “A limpeza e manutenção dos sistemas de ventilação  devem ser feitas regularmente, para averiguação da qualidade do ar e prevenção da presença de fatores irritantes”, esclarece a médica.

Nesse cenário, a lavagem das vias respiratórias com solução nasal de cloreto de sódio 0,9%, que tem ação fluidificante das secreções nasais auxiliando na umidificação das mucosas nasais e remoção mecânica de agentes agressores.  . “A lavagem nasal com cloreto de sódio 0,9% não tem restrição de idade. Ela é indicada para todas as pessoas por auxiliar  no bom funcionamento do nariz e pode ser utilizada diariamente, até várias vezes ao dia.” , explica a gerente médica da unidade MIP Aché, Talita Poli Biason.

Nos caso sem que o sintomas como congestão, obstrução e prurido nasal estão presentes e trazem desconforto, pode-se considerar como tratamento  o uso de medicamentos que associem descongestionantes de uso sistêmico  com anti-histamínicos, como maleato de bronfeniramina associado ao cloridrato de fenilefrina.

Fonte:  Aché Laboratórios 

 

 

Tags: Saúde